Unindo a razão e a emoção na pintura
O santo-angelense Marco Antônio Baptista é estudante do 6º período de pintura da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em seus estudos vem desenvolvendo pintura de quadros à óleo sobre tela, utilizando diferentes possibilidades de expressão durante o processo de construção do trabalho pictórico. O artista plástico concedeu entrevista exclusiva à reportagem do blog Imprensa Digital, falando sobre o seu trabalho.
I D – Na exposição o visitante pode verificar diferentes temáticas abordadas nas pinturas, desde passagens bíblicas passando pelo folclore e até mesmo as Missões. Um quadro que chama a atenção é a obra “Missão Santo Ângelo” que deu contornos e cores a um antigo desenho da redução de Santo Ângelo Custódio. Como surgiu a idéia desse trabalho?
O santo-angelense Marco Antônio Baptista é estudante do 6º período de pintura da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em seus estudos vem desenvolvendo pintura de quadros à óleo sobre tela, utilizando diferentes possibilidades de expressão durante o processo de construção do trabalho pictórico. O artista plástico concedeu entrevista exclusiva à reportagem do blog Imprensa Digital, falando sobre o seu trabalho.
I D – Na exposição o visitante pode verificar diferentes temáticas abordadas nas pinturas, desde passagens bíblicas passando pelo folclore e até mesmo as Missões. Um quadro que chama a atenção é a obra “Missão Santo Ângelo” que deu contornos e cores a um antigo desenho da redução de Santo Ângelo Custódio. Como surgiu a idéia desse trabalho?
BAPTISTA – Sou curioso pela história e a cultura missioneira. Acredito que essa pintura surgiu também como um resgate histórico de uma gravura do século XIX. Procurei não alterar muito o desenho original, limitando-se mais a colocação das cores na imagem. Por ser a única referência da redução de Santo Ângelo Custódio, não quis modificar as características enfocadas pela gravura, sem que isso atrapalhasse a construção plástica da pintura. A pintura é baseada numa pesquisa de construção desenvolvida pelo pintor italiano Tiziano Vecellio (um dos principais representantes da escola veneziana do renascimento).
I D – Qual a principal proposta de seu trabalho?
BAPTISTA – Embora seja um desafio, busco no meu trabalho unir a razão e a emoção. A ênfase do meus trabalho é logicamente a plasticidade, a construção da imagem como ela é, mas sem abrir mão da sensibilidade natural evidenciada através de experimentações.
I D – Como você vê o papel do artista plástico dentro desse processo de resgate histórico-cultural das Missões?
BAPTISTA - O papel é importante. Como já mencionei, anteriormente, eu optei em trabalhar esse tema pela minha natural apreciação, apego e orgulho das minhas origens. Acho que o artista plástico também é responsável e pode contribuir na valorização da cultura de sua terra, no incentivo as sua cultura. É sempre importante evidenciar a riqueza histórico-cultural do povo missioneiro. Todos nós somos herdeiros dessa história que nos ensina grandes lições de vida. Em relação específica a pintura sobre a única referência arquitetônica da antiga redução de Santo Ângelo Custódio, acredito que essa imagem poderá contribuir na difusão de nossa historia junto à população.